Portal de Eventos da ULBRA., XII Fórum de Ensino, Pesquisa e Extensão (Carazinho)

Tamanho da fonte: 
A Toxicidade da Sibutramina
bruna menegazzo, amanda godoi elias, antoninho teixeira junior, alexandre ehrhardt

Última alteração: 16-04-2015

Resumo


INTRODUÇÃO: A sibutramina é um medicamento usado para reduzir o ganho de peso corporal por diminuir a ingestão de calorias pelo aumento da resposta à saciedade pós-ingestão. É indicada para pacientes cujo IMC está acima de 30. A sibutramina (Meridia®, Reductil®, Sibus®) está disponível para a venda desde 2008 e, de lá pra cá, protagonizou inúmeras discussões sobre o risco-benefício, culminando com a imposição de duras regras pela ANVISA para a sua comercialização em 2011. O anorexígeno, atualmente, é prescrito tendo como pré-requisitos: (a) a assinatura de um termo de responsabilidade em três vias (assinadas pelo prescritor, paciente e farmacêutico); (b) a dose máxima de 15mg/dia e (c) concomitância com uma reeducação alimentar e prática de atividades físicas.

OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo informar sobre o que é a sibutramina, as reações adversas e a toxicidade causada ao organismo humano.

METODOLOGIA: Revisão de literatura utilizando bases de dados online (Scielo, Google Scholar e MEDLINE) com publicações a partir de 2008. O refinamento da pesquisa foi feito através da busca dos seguintes descritores: sibutramina; ANVISA; efeitos adversos; efeitos tóxicos.

RESULTADOS E DISCUSSÕES: O cloridrato de sibutramina inibe a recaptação da noradrenalina em menor proporção de serotonina e dopamina, induzindo à saciedade e provocando um gasto energético termogênico. As reações adversas do medicamento geralmente acontecem no início do tratamento (durante as primeiras quatro semanas de uso). Dentre as reações observadas estão trombocitopenia, hipersensibilidade alérgica (variando desde leves erupções cutâneas e urticárias até angiodema e anafilaxia), diarreia, vômitos e turvação visual. Os problemas incluem ainda hipertensão e aumento da frequência cardíaca. Em estudos clínicos foram observados aumento da pressão arterial sistólica e diastólica de repouso na variação entre 1-3 mmHg, e valores aumentados da frequência cardíaca de 3-5 batimentos por minuto. Estudos relatam a incidência de casos de infarto e derrame em pessoas com históricos de problemas cardíacos que tomaram o medicamento. Em 2010 o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) enviou uma carta a ANVISA pedindo a retirada do medicamento do mercado, alegando que as características da população para a qual o medicamento é designado tornam a situação mais séria, visto que a obesidade é fator de aumento de risco de doenças cardiovasculares.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: A prescrição e o uso de sibutramina devem ser avaliados cautelosamente e cada paciente deve ser avaliado individualmente e o risco-benefício deve ser analisado. Observou-se que pacientes portadores de disfunções cardíacas tendem a apresentar maior probabilidade de efeitos adversos.

 


Palavras-chave


sibutramina; ANVISA; efeitos adversos; efeitos tóxicos