Última alteração: 19-10-2016
Resumo
Considerando que a flacidez tissular é uma das disfunções estéticas mais difíceis de ser tratada, a eletroterapia aparece com a Radiofrequência (RF) como uma solução atual, não invasiva e que dispensa cirurgia para o tratamento da flacidez de pele. A RF faz um ‘lifting não cirúrgico’ que irá incrementa a densidade do tecido colágeno, estimulado a neocolagenênese e minimizando a flacidez, tornando a pele mais espessa e com pouca ptose. Esse equipamento é indicado em todos os processos degenerativos que impliquem na diminuição do metabolismo, irrigação e nutrição. O objetivo do presente estudo foi trazer mais conhecimento sobre esta técnica moderna e esclarecer dúvidas quanto sua eficácia, forma de aplicação, indicações e contraindicação e seus efeitos no organismo. A coleta de dados ocorreu através de uma pesquisa entre os meses de abril-maio de 2016 no acervo da Biblioteca Martinho Lutero da ULBRA Campus Carazinho, onde foram revisados dois livros; na internet, no banco de dados do Google Acadêmico, onde foram resgatados dois artigos científicos; e uma pesquisa feita em revista conceituada no ramo da estética, com base nas palavras-chave: radiofrequência, envelhecimento e flacidez. O aparelho de RF é hoje uma das terapias mais notáveis da estética, é uma corrente elétrica do tipo alternada de alta frequência que gera circuitos de aplicação de ondas eletromagnéticas que produzem calor intenso no tecido. O equipamento fornecera uma energia que deverá ser aplicada entre dois eletrodos. Um deles chamado eletroativo o qual possui uma ponta menor, de modo a provocar grande densidade de corrente no ponto de aplicação, provocando fenômenos térmicos localizados no tecido. O outro eletrodo, chamado de eletrodo de dispersão é geralmente uma placa condutiva de grande área de contato, cuja função é estabelecer um circuito de circulação de corrente ao mesmo tempo em que faz com que a energia retorne ao paciente através de uma grande área. A RF é uma radiação no espectro eletromagnético onde o calor é compreendido entre 30 KHz e 300 MHz. O equipamento gera um campo elétrico que muda de positivo para negativo, o que provoca um movimento de rotação das moléculas, aquecendo-as. Como o objetivo do tratamento é aumentar a temperatura do tecido no sentido de alcançar uma temperatura local de 40ºC a 43ºC, durante a aplicação, o calor gerado é monitorado de acordo com o relato do paciente e medido através de um termômetro que acompanha o equipamento, o meio condutor irá depender do fabricante do aparelho, mas normalmente é gel neutro. Ao atingir a temperatura pretendida é importante mantê-la por algum tempo, em torno de cinco minutos, o que será suficiente para buscar os resultados pretendidos. Os resultados são rápidos e progressivos e começam a aparecer após a segunda ou terceira sessão, dependendo de vários fatores, como idade, local de aplicação, grau de flacidez. As indicações estão diretamente ligadas a flacidez tissular, já as contraindicações são gestantes, rosácea, lesões de pele, pacientes cardiopatas. Através dos resultados encontrados nos artigos pesquisados e nos livros revisados, verificou-se que a RF tem seu efeito comprovado e é uma técnica segura e bem tolerável, tanto para o profissional quanto ao cliente que se submete a técnica. A realização de mais pesquisas é indispensável para contribuir com o crescimento do conhecimento acerca do uso da RF e o seu efeito em longo prazo, o que virá auxiliar os profissionais no uso desta técnica e os estudantes que procuram mais informação sobre esse aparelho.
Palavras-Chave: Radiofrequência, envelhecimento e flacidez.
REFERÊNCIAS:
- 1. AGNE, Jones. Eu sei Eletroterapia. 2ª ed.Santa Maria: Pallotti, 2013.
- 2. BORGES, F. SANTOS. Dermato-Funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. 2ª ed. São Paulo: Phorte,2010.
- 3. ROSSENTTI, Erika. Os benefícios da radiofrequência. Disponível em: <http://www.negocioestetica.com.br/os-beneficios-da-radiofrequencia/>. Acesso em: 04 de abr. 2016.