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Bulimia: um transtorno alimentar sério e de difícil diagnóstico
Isabela Ferreira Marcolan, Luana Tercila Brusk, Mariane Medim Roos, Thainá da Silva, Jéssica Mandelli

Última alteração: 08-10-2019

Resumo


A Bulimia é um distúrbio alimentar caracterizado por eventos recorrentes e descontrolados de ingesta de alimentos, normalmente com alto teor calórico, acompanhado de reações indevidas para evitar o ganho de peso, como indução de vômitos, uso de laxantes e diuréticos, jejum prolongado e prática árdua de exercícios físicos. O presente estudo teve como objetivo entender sobre esse distúrbio alimentar e analisar quão prejudicial é para a saúde física e psicológica das pessoas, tendo como metodologia revisão bibliográfica a partir de artigos científicos da base de dados do Google acadêmico, que ocorreu no mês de Maio de 2019, com base nas palavras-chave, Bulimia, Estética e Fisiologia Nutricional. A bulimia acomete pessoas que estão insatisfeitas com seu corpo e peso, que sofreram algum trauma psicológico ou pela necessidade de se encaixar nos padrões de beleza impostos pela sociedade. Com o passar do tempo à doença vai evoluindo e torna-se um ciclo vicioso, onde tudo que é ingerido deve ser posto para fora. De acordo com Romaro et al (2002), é comum a pessoa bulímica sentir vergonha de seu transtorno e primeiramente tentar negar e ocultar os sintomas, apresentando dificuldades visíveis no âmbito dos relacionamentos interpessoais, podendo ainda apresentar tendências perfeccionistas e dificuldade em assumir compromissos e responsabilidades. Segundo a classificação do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5), este transtorno alimentar se apresenta em dois tipos conforme a utilização de métodos compensatórios, sendo os mais invasivos chamados de purgativos (como vômitos, laxantes, diuréticos e outros medicamentos), e não purgativos como dietas, jejuns e exercícios físicos (APOLLINÁRIO et al 2000) A Bulimia é de difícil diagnóstico porque seus sintomas não são aparentes como na anorexia. Alguns dos sintomas físicos mais comuns são inchaço das glândulas parótidas, fraqueza e desmaios, danos nos dentes e mau hálito, oscilação do peso e calos do dorso dos dedos. Psicologicamente o indivíduo apresenta sintomas como obsessão pelo peso e imagem, compulsão alimentar, baixa autoestima, ansiedade, irritabilidade, insatisfação extrema com o próprio corpo, além da autoimagem distorcida. Além disso, ainda segundo o DSM-5, a pessoa precisa apresentar dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durante três meses no mínimo, para ser classificada como portadora de bulimia nervosa. Assim como o diagnóstico, o tratamento para Bulimia também é delicado, visto que afeta não só a saúde física, como também compromete mental e socialmente o paciente, cujas crenças pessoais remetem ao fato de que “ser magro” está intimamente ligado ao sucesso pessoal, afetivo e social. Segundo Teixeira et al (2012), é correto dizer que a expectativa de corpo difundida na sociedade contemporânea, caracterizada por uma noção de perfeição ligada à magreza, acaba por influenciar a imagem corporal, elemento essencial na etiologia dos transtornos alimentares. Ainda, infelizmente, não são conhecidas soluções efetivas para prevenir distúrbios como a Bulimia, porém sabe-se que é necessário acompanhamento psicológico, nutricional e o apoio de familiares e amigos para trazer de volta a saúde que fora perdida, devido ao desenvolvimento da doença.