Portal de Eventos da ULBRA., XVI FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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ANÁLISE DA HELMINTOFAUNA ENCONTRADA NAS ESPÉCIES OLIGORYZOMYS SP. E SCAPTEROMYS TUMIDUS (CRICETIDAE, SIGMODONTINAE)
Daiane Vendramin, Daiane Vendramin, Andressa Manica Gandini, Daniela Costa e Silva, Eliane Silveira

Última alteração: 29-08-2016

Resumo


Os parasitos possuem ciclos biológicos muito complexos, podendo apresentar ciclos monoxênicos ou heteroxênicos e, além disso, utilizam hospedeiros intermediários para abrigar as fases larvais para o desenvolvimento do parasito. Entre os hospedeiros definitivos os mamíferos de pequeno porte apresentam características apontadas como predisposição ao parasitismo, como endotermia e dieta alimentar diversa. Este estudo tem como objetivo analisar a riqueza e a comunidade de endoparasitos helmintos entre os roedores Oligoryzomys sp. (hábitos terrestres) e Scapteromys tumidus (hábitos semiaquáticos). A hipótese do trabalho é que S. tumidus terá riqueza e comunidade parasitária maior por frequentar dois ambientes. Foram utilizados quatro espécimes de roedores (Oligoryzomys sp.=01; S. tumidus=03). Os órgãos internos dos roedores foram analisados no laboratório de Invertebrados da ULBRA, todos os espécimes de parasitos encontrados foram processados de acordo o protocolo. Foram encontrados 14 cestoides, 123 nematoides e 13 digenéticos, totalizando 150 parasitos. Os nematoides foram identificados como: Hassalstrongylus sp1 e sp2 (Oligoryzomys sp.; S. tumidus) e Nematomystes (S. tumidus). Todos digenéticos encontrados pertencem ao gênero Stimiophora (Oligoryzomys; S. tumidus). Os cestoides foram identificados apenas como pertencentes à ordem Cyclophyllidea (Oligoryzomys sp.; S. tumidus). O intestino delgado apresentou maior infecção parasitária nas duas espécies de roedores. Estes resultados refutaram a hipótese de que S. tumidus apresentaria maior riqueza de parasitos pois ambas espécies apresentaram a mesma riqueza de helmintos, embora a composição tenha sido diferente. Isso pode ser explicado pelo fato de as duas espécies de roedores ocorrerem em simpatria e em ambiente antropizado. Atualmente, poucos trabalhos enfocam sobre a biodiversidade parasitária em pequenos mamíferos e a sua relação ecológica entre diferentes ambientes. O fato de vários parasitos serem transmitidos troficamente nos permite obter informação relevante sobre os hospedeiros e suas interações no ecossistema. A composição e estrutura das comunidades helmínticas em populações de hospedeiros simpátricos aparentemente tem sua origem em um agrupamento de espécies de helmintos localmente disponíveis através de ovos ou formas larvais. Essa estrutura e composição podem estar relacionadas também a diversas características dos próprios hospedeiros, tais como suas relações filogenéticas ou mesmo características fisico-químicas e biológicas do habitat. Desta forma, a similaridade entre a composição e estrutura das comunidades de parasitos nos hospedeiros próximos filogeneticamente e simpátricos é algo esperado quando os hospedeiros dividem o habitat e tem comportamento semelhante

Palavras-chave


Parasitismo; Roedores; Endoparasitos, Helmintos

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