Portal de Eventos da ULBRA., XXIII SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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PEQUENOS MAMÍFEROS IDENTIFICADOS EM EGAGRÓPILOS DE RAPINANTE COLETADOS NO MUNICÍPIO DE TRIUNFO, RIO GRANDE DO SUL.
João Denis Medeiros de Oliveira, Izidoro Sarmento do Amaral, Fábio Cavitione, Diego Marques Henriques Jung, Alexandre Uarth Christoff

Última alteração: 13-11-2017

Resumo


Rodentia é um dos mais diversos grupos de mamíferos, sendo responsável por cerca de 42% de sua biodiversidade mundial. Os Roedores possuem uma posição de destaque na teia alimentar compondo a dieta de boa parte dos predadores. Dentre esses se destacam as aves de rapina. Predadores são extremamente eficientes na ação predatória. Realizar inventários de fauna a partir da analise de egagrópilos destas aves, contribui para o conhecimento da fauna de roedores, além do adquirido a partir do uso das técnicas tradicionais, aplicadas por mastozoólogos.O objetivo geral deste estudo é inventariar a fauna de pequenos mamíferos a partir da analise do conteúdo de egagrópilos, encontrados em um ninho abandonado de rapinante. O ninho foi reconhecido durante um trabalho de campo no município de Triunfo, RS. Este estava localizado dentro da torre de uma caixa d’água desativada nas margens do rio Caí (UTM 22 J 464202/6699196). Neste local foi percebida a presença de fragmentos ósseos procedentes de egagrópilos (produto de regurgitos) das aves de rapina. O material foi coletado e armazenado em seis sacos de 50 litros, para posterior triagem, análise e identificação no Laboratório de Sistemática e Evolução de Mamíferos do Museu de Ciências Naturais da Ulbra (MCNU). O material foi previamente esterilizado com álcool 70% e posteriormente triado e separados em peças como crânios, maxilas, mandíbulas e dentes. As peças foram separada em morfogrupos crânio-dentário e então feita a identificação, comparando os fragmentos ao material de referência depositado na coleção de mamíferos do MCNU. Sendo os mesmos identificados em nível de gênero. A amostra constitui de 820 peças ao total, contendo 4,53% de crânios, 18,78% de maxilas e 76,58% de mandíbulas, que foram identificados como pertencentes a sete gêneros, sendo Holochilus (52,5%), Mus (29,2%), Rattus(7,6%), Oligoryzomys (5,7%), Phylomys (2,6%), Scapteromys (1,7%) e Akodon (0,3%). Os resultados apontam dados ecológicos importantes, como o hábito do rapinante de buscar recursos (presas) em diferentes ambientes. A presença de táxons invasores (Rattus e Mus) juntamente com espécies autóctones, indica a conexão que o predador representa entre ambientes preservados e degradados. Os resultados apresentados neste trabalho são parciais, uma vez que parte da amostra coletada ainda não foi triada. Pretendemos na continuação do estudo identificar os espécimes restantes. Com os dados exibidos estamos contribuindo no conhecimento da fauna de pequenos mamíferos não voadores do Estado e da região. Além de demonstrar a riqueza de roedores que servem de alimentação para o rapinante.

Palavras-chave


Fragmentos, roedores, Brasil, gênero, dentição

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