Portal de Eventos da ULBRA., XXIX SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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ASSOCIAÇÃO ENTRE VACINAÇÃO E SINAIS E SINTOMAS DA COVID-19 AVALIADOS EM RESIDENTES DO MUNICÍPIO DE CANOAS/RS
Gabrielly Caponi Hansen, Laura Delai, Maria Renita Burg, Arlete Beatriz Becker-Ritt, Maria Isabel Morgan Martins

Última alteração: 06-11-2023

Resumo


A pandemia de COVID-19 disseminou rapidamente em todos os continentes, afetando milhões de pessoas e sobrecarregando sistemas de saúde em muitos países. Compreender a natureza dessa infecção com a identificação de seus sintomas característicos e a análise do papel crucial que a vacinação desempenha na prevenção e no controle da doença foi fundamental para enfrentar essa crise de saúde. O objetivo foi descrever as diferenças entre os vacinados e não vacinados quanto a contaminação por COVID-19 e os sintomas apresentados na população residente no município de Canoas/RS. Trata-se de um estudo transversal de caráter descritivo exploratório. A pesquisa foi aprovada no CEP com parecer 5.605.810 e CAAE 61475622.5.0000.5349, foi realizada no município de Canoas/RS em parceria com a Secretaria de Saúde. As informações foram coletadas através do Google Formulário, contendo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foi utilizado os testes rápidos de COVID-19 disponibilizados pelo município para avaliar as imunoglobulinas (IgG e IgM). A pesquisa ocorreu em setembro e outubro de 2022. Participaram da pesquisa 11894 voluntários, destes 11364 foram vacinados, apenas 159 declararam não terem sido vacinados. Os resultados indicaram uma associação significativa entre a condição de ter tido COVID-19 e o status de vacinação (p=0,01). Daqueles que foram vacinados 6455 (98,4%) não tiveram COVID-19 enquanto que 4909 (99%) tiveram COVID-19 (p=0,01). Quanto aos sintomas daqueles que não tiveram COVID-19, sem sintomas 1050 (91,5%), sintomas leves 66 (5,7%), sintomas moderados 26 (2,3%) e sintomas graves 6 (0,5%). Sintomas daqueles que tiveram COVID-19 sem sintomas 320 (6,5%), sintomas leves 2723 (55,6%), sintomas moderados 1524 (31,1%) e sintomas graves 332 (6,8%). A vacinação mostrou-se associada a uma menor incidência da doença, enquanto a presença de sintomas leves, moderados, graves ou críticos e a presença de anticorpos IgG e IgM reagentes indicaram maior probabilidade de casos positivos. Mas, a vacinação ainda desempenha um papel crucial na redução da gravidade dos sintomas e na prevenção de complicações relacionadas à doença. A vacinação continua sendo uma estratégia fundamental para controlar a disseminação do vírus e minimizar o impacto da COVID-19 na saúde pública. Palavras-chave: Pandemia; Vacinação; Covid-19.

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