Portal de Eventos da ULBRA., XXIX SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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O PERFIL DOS ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE EM UMA UNIVERSIDADE NO SUL DO BRASIL
Lídia Carvalho dos Santos, Rafaela Giulia Zatt, Kaleb Morais Inácio dos Santos, Ana Maria Pujol Vieira dos Santos, Maria Isabel Morgan Martins

Última alteração: 21-10-2023

Resumo


Esta pesquisa faz parte do projeto que avalia a qualidade do sono entre os acadêmicos da área da saúde. Em geral, os universitários são negligentes com a qualidade do próprio sono, sendo esse um dos primeiros hábitos a sofrer alterações após o ingresso ao ensino superior. Frequentemente, os estudantes optam por reduzir a quantidade de horas destinadas ao descanso noturno em prol de horas extras para estudar e/ou trabalhar. O objetivo do estudo foi descrever o perfil sociodemográfico dos acadêmicos da área da saúde em uma universidade no Sul do Brasil. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e de caráter quantitativo. Foi realizado um estudo com alunos matriculados na ULBRA, utilizando uma amostra por conveniência e coleta de dados por meio de uma entrevista e um questionário sociodemográfico. A pesquisa foi aprovada no CEP (CAAE - 69296523.8.0000.5349). A pesquisa envolveu 313 estudantes, com a maioria sendo do sexo feminino (79,87%), solteiros (77%), autodeclarados brancos (89,1%), sem filhos (79,5%) e com uma média de idade de 26,4 anos. Sobre a atuação profissional, 54,3% trabalhavam em uma profissão ao mesmo tempo em que cursavam a graduação, e 46,1% relataram ter uma renda familiar de até 4 salários-mínimos. Em relação à naturalidade, a maioria dos participantes (91,7%) nasceu no Estado do Rio Grande do Sul, com 62% deles sendo naturais da região metropolitana de Porto Alegre. Embora apenas 22,1% tenham mencionado ter alguma doença crônica, a maioria dos entrevistados (53,5%) demonstrou uma percepção negativa em relação à própria saúde. Este perfil de estudantes na área da saúde, majoritariamente composto por mulheres, reflete uma tendência nacional e internacional de feminização da profissão de cuidado. Além disso, a insatisfação com a própria saúde, mesmo na ausência de doenças crônicas conhecidas, pode ser explicada pela definição ampla de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou incapacidade. Portanto, esse estudo destaca a importância de uma abordagem mais abrangente da educação em saúde, que leve em consideração a complexidade do processo saúde-doença.

Palavras-chave: acadêmicos; saúde; perfil sociodemográfico.


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