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COMPARAÇÃO DAS ASSIMETRIAS MAXILOMANDIBULARES EM PACIENTES ADULTOS APRESENTANDO DIFERENTES RELAÇÕES SAGITAIS DA MANDÍBULA
Mateus Carvalho Antunes Figueiredo, Maria Perpétua Mota Freitas, Guilherme Thiesen, Bruno Frazão Gribel

Última alteração: 08-11-2021

Resumo


Introdução: O desvio lateral do queixo é considerado a característica mais marcante da assimetria facial. Quando presente, essa incongruência mostra-se desfavorável ao paciente do ponto de vista estético e funcional. Entrentanto, poucos estudos na literatura têm procurado comparar as diferenças estruturais tridimensionais existentes quanto à assimetria nos diferentes padrões sagitais da mandíbula.  Objetivo: Analisar as características maxilomandibulares da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) em adultos com assimetrias mandibulares e diferentes relações sagitais da mandíbula. Metodologia: 360 pacientes foram selecionados e divididos em três grupos (Classe I, Classe II e Classe III), com 120 indivíduos por grupo. Os grupos foram então subdivididos de acordo com a intensidade do desvio lateral do ponto gnátio, em: 1) simetria relativa, 2) assimetria moderada e 3) assimetria severa. Três planos de referência foram estabelecidos nas imagens de TCFC e várias medidas foram feitas para comparar as diferenças esqueléticas bilaterais entre as intensidades de assimetria para as diferentes relações sagitais da mandíbula. Resultados e Conclusões: Quando os grupos foram comparados pela intensidade da assimetria, foram encontradas diferenças significativas entre os pacientes com simetria relativa e assimetria moderada a grave. Isso foi notado principalmente para assimetria severa, sugerindo que o desvio do mento não constituiu a única alteração morfológica para esses pacientes, principalmente porque uma série de medidas mostrou diferenças bilaterais significativas. Ao comparar as relações sagitais da mandíbula, o único achado significativo foi o posicionamento vertical do gônio entre os pacientes Classe II e III com assimetria severa. Concluiu-se que nas três relações sagitais da mandíbula com mesma intensidade de assimetria, a maioria dos aspectos maxilofaciais foi bastante semelhante. A única diferença foi encontrada para pacientes com assimetria severa, pois os indivíduos com Classe II apresentaram maior diferença bilateral no posicionamento vertical do gônio, quando comparados aos pacientes com Classe III.

Palavras-chave: Assimetria facial. Maloclusões. Imagem 3-D. Tomografia computadorizado de feixe cônico


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