Portal de Eventos da ULBRA., XII FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA (Canoas)

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Rinolito como diagnóstico diferencial de sintomas nasais persistentes
Vanessa Schmitz Reis, Giliane Gianisella, Tássia Alicia Marquezan Augusto, Marina Faistauer, Mário Reginato Bettinell, Camila Tabajara, Cláudia Mahfuz Martin, Marcos Nogueira de Castro Constantino, Renato Roithmann

Última alteração: 23-10-2012

Resumo


Rinolitos (do grego rhino, nariz e lithos, pedra), atualmente raros, provém de corpos estranhos introduzidos na cavidade nasal. O primeiro relato de rinolitíase foi publicado em 1654 por Bartholin e desde então, mais de 600 casos foram descritos. A origem do corpo estranho pode ser exógena (sementes, pedras, fragmentos de roupa e miçangas) ou endógena (coágulos sanguíneos, dente ectópico e fragmentos ósseos), podendo surgir como complicação de uma rinossinusite crônica. A maioria dos casos decorre de corpos exógenos colocados acidenta ou espontaneamente dentro da cavidade nasal durante a infância. Sua etiologia, muitas vezes, não é definida devido ao difícil reconhecimento da entidade causadora. No entorno do corpo estranho, surge processo inflamtório que leva ao depósito de sais de cálcio e magnésio além de substâncias orgânicas, o que leva ao enclausuramento e aumento progressivo. Os achados clínicos de um rinolito surgem com o seu crescimento, causando obstrução nasal e rinorreia purulenta e fétida unilateral, cacosmia e epistaxe. As complicações do quadro são raras, porém graves como: meningite, abscesso periorbitário, perfuração de septo e parede lateral nasal. O presente estudo apresenta o caso de um paciente do sexo masculino de 34 anos com queixa de cacosmia e história pregressa de ter introduzido um corpo estranho na cavidade nasal aos 2 anos de idade. O diagnóstico de rinolito foi confirmado através de endoscopia nasal e tomografia computadorizada, sendo realizada a sua exérese cirúrgica por via endoscópica. Assim, mesmo sendo uma entidade rara, a rinolitíase deve ser incluída no diagnóstico diferencial de sintomas nasossinusais persistentes, tendo a endoscopia nasal rígida importante papel propedêutico e terapêutico.