Portal de Eventos da ULBRA., XIII FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA (Canoas)

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USO DE ANTIRETROVIRAIS: EFEITO HIPERLIPIDEMICO EM PACIENTE HIV POSITIVO
anelise chiesa weingartner, Francine weinert da Silva, Andreza Mariane de Azeredo, maína Berto zambon, Estéfani toledo ortiz, Angela Ziegler

Última alteração: 07-01-2014

Resumo


O objetivo deste trabalho é relatar caso de um paciente, com complicações do uso de antirretroviral. Paciente C.R.O, 51 anos, natural e procedente de Canoas, branco.  No dia 15/01/2013 recebeu atendimento por ter apresentado um quadro sugestivo de crise convulsiva seguido de estado pós-ictal, após, permaneceu acordado, com pupilas isofotorreagentes. Relata que dez dias antes do quadro descrito já apresentava hemiparesia em MSE e desvio de comissura labial à E (SIC). Refere dor a deambulação. Comorbidades associadas: HAS, vírus da hepatite C (HCV) descoberto há 3 meses, já apresentando cirrose hepática e DM tipo 2 e HIV positivo há 15 anos em tratamento com AZT/3TC + efavirenz.  Dados da CV indectável e CD4 dentro da normalidade TG de 266 mg% e colesterol total 358mg% Relata ser ex usuário de drogas, fez uso de Algafan por dez anos. Realizou RM de crânio a qual apresenta alteração de sinal cortical no lobo frontal a D e occipital D, achados correspondentes a insulto isquêmico subagudo (fig1). DISCUSSÃO:O uso da terapia antirretroviral (TARV) é indispensável para aumentar a expectativa de vida dos pacientes HIV positivos, diminuir a incidência de infecções oportunistas e diminuindo assim, morbimortalidade. Ao iniciar a TARV deve-se realizar dosagem semestral de lipídios séricos  antes da instituição do tratamento e após cada dois meses ou após qualquer mudança farmacológica. Imprescindível pesquisar de fatores de risco e hábitos de vida dos pacientes. Fatores de risco mais importantes são, DM, tabagismo, história familiar, sedentarismo, sexo masculino, hepatite C e HAS. Tempo de exposição tem associação direta com desenvolvimento de dislipidemia e eventos cardiovasculares. Inicialmente os IPs eram mais associados com efeito hiperlipidêmico, atualmente se comprovou cientificamente que os ITRNs também se classificam como efeito adverso importante a dislipidemia. Os principais eventos descritos na literatura de TARV foram AVC, como o paciente acima relatado, IAM e trombose venosa profunda. Sendo o manejo apropriado, avaliação laboratorial, bem como mudança de estilo de vida para minimizar os efeitos adversos dos fármacos utilizados.  CONCLUSÃO:Há relação do tempo de uso de ARV com dislipidemia, aumentando assim a incidência de doenças cardiovasculares (em especial AVE e IAM). A TRAV é indispensável para prevenir infecções oportunistas, como herpes zoster, Pneumocystis jiroveci, entre outros, faz-se necessário seguir as recomendações do ministério da saúde, com um bom acompanhamento laboratorial para prevenir dislipidemia, A dosagem de lipídeos a cada dois meses após a instituição do tratamento ou após qualquer mudança do esquema, bem como avaliar fatores de risco e hábitos de vida do paciente.


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