Portal de Eventos da ULBRA., XIII FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA (Canoas)

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ANESTESIA EM PEIXES ORNAMENTAIS
Maria Ines Witz, Roberta Flores Fernades, Viviane Machado Pinto, Mariangela da Costa Allgayer, Fernando Froner Argenta, Simone Thomé

Última alteração: 07-01-2014

Resumo


Os peixes ornamentais representam uma parcela interessante do comércio de animais, com giro anual de bilhões de reais. Os aquaristas investem na manutenção dos espécimes e a medicina veterinária precisa acompanhar o crescimento deste mercado. Os especialistas têm tratado uma infinidade de doenças clinicamente e as patologias que requerem terapia cirúrgica ficam limitadas na sua resolução em função da pouca informação a respeito da anestesia nesta espécie. O presente trabalho tem por objetivo relatar o procedimento anestésico em dois peixes ornamentais red cap para o tratamento de lesões tumorais. Para a realização do procedimento anestésico- cirúrgico os animais foram colocados em aquário com água mineral e oxigenação com O2 100% em volume de 3L, como agente anestésico foi empregado eugenol que é um produto extraído do cravo da índia amplamente utilizado em odontologia. A dose do eugenol é empírica, em torno de 2 a 3 gotas por litro de água, a manutenção é realizada de acordo com a necessidade de superficialização ou aprofundamento anestésico. Os animais foram colocados em um aquário com 3L de água e 3 gotas de eugenol 100% e mantidos sob anestesia por um tempo de 20 minutos, tempo suficiente para a remoção das lesões.No primeiro estagio da anestesia eles se posicionavam lateralmente e no segundo estágio ficavam imóveis. Foram mantidos com a cabeça dentro da água com anestésico e corpo para fora para realização do procedimento. Um dos animais foi submetido à eutanásia em função da extensão da lesão e o segundo animal, após término do procedimento cirúrgico foi colocado em água mineral com fonte de O2 100% e em aproximadamente 5 minutos já iniciou movimentos, demonstrando recuperação anestésica. Ao ser adicionado o eugenol na água é observado no tempo de 3 minutos que o peixe fica de lado boiando, na sequência o animal fica em decúbito dorsal e totalmente imóvel, perda da reação aos estímulos externos e perda do tônus muscular, estando em plano anestésico onde pode ser iniciado o procedimento cirúrgico. Durante a cirurgia o anestesista precisa manter o peixe com a cabeça submersa para que continue respirando. É importante ter a informação da temperatura da água ideal para cada tipo de peixe, neste caso a água estava a aproximadamente 20 ˚C.


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