Portal de Eventos da ULBRA., XIX FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA (CANOAS)

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ANÁLISE DE REVESTIMENTOS AUTORREPARADORES NA PROTEÇÃO DE SUPERFÍCIES METÁLICAS EM FÁBRICAS DE FERTILIZANTES
Fábio Fernandes da Silva, José Carlos Krause de Verney, José Lesina Cézar

Última alteração: 10-09-2019

Resumo


O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Para atender este mercado, é crescente o número de fábricas de fertilizantes que se instalam no Brasil. Esta demanda traz consigo uma série de desafios tecnológicos, dentre eles, objeto deste estudo, a elevada corrosão, causada pelo ataque químico do fertilizante, nos equipamentos e estruturas metálicas necessárias para a sua produção. A corrosão nos materiais metálicos causa perdas financeiras, impactos ambientais e de segurança. Apesar de eficientes, os revestimentos tradicionais de mercado podem sofrer danos, inerentes ao processo ou pelo próprio tempo de vida, propiciando pontos favoráveis à corrosão. Como forma de mitigar a corrosão, o encapsulamento de agentes de reparação com propriedades de formação de filme, em nanocotainers poliméricos, é uma excelente alternativa para que os sistemas de pintura se autorreparem, aumentando os intervalos de repintura e protegendo a superfície metálica quando submetida a algum tipo de dano. Após o processo de encapsulamento, os nanocontainers contendo o agente de reparação são incorporados na preparação da tinta, para que o sistema de pintura seja aplicado sobre a superfície metálica. Este tipo de aditivação confere ao revestimento a propriedade de autorreparação, pois quando o sistema de pintura é danificado os nanocontainers são rompidos e liberam o agente de reparação no local danificado, protegendo novamente o substrato metálico. Neste trabalho foi desenvolvido um sistema autorreparador através do encapsulamento de dodecilamina em nanocontainers de haloisita e adicionados nas proporções mássicas, em base seca, de 10 e 15% em uma tinta epóxi bicomponente. O sistema de pintura foi aplicado em um esquema de duas camadas de 150 µm cada e o aditivo de autorreparação foi incorporado na primeira camada (primer) aplicada sobre superfícies metálicas ASTM A36 de uma fábrica de fertilizantes e corpos de prova.  O sistema de pintura aditivado não sofreu mudança no aspecto visual e as medidas com a técnica eletroquímica de espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) comprovaram que o sistema desenvolvido proporcionou o efeito autorreparador aos sistemas de pintura aditivados, quando estes foram danificados mecanicamente com uma microbroca ou com um estilete. Ensaios acelerados de corrosão em câmara de névoa salina, microscopia óptica e ensaios de exposição ao intemperismo natural mostraram que os aditivos desenvolvidos promoveram uma proteção adicional as superfícies metálicas, quando o sistema de pintura foi danificado mecanicamente.

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