Portal de Eventos da ULBRA., XVIII FÓRUM DE PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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AVALIAÇÃO DO GLICERÓXIDO DE SÓDIO COMO CATALISADOR ALCALINO NA TRANSESTERIFICAÇÃO METÍLICA DE ÓLEOS E GORDURAS.
Samuel José Santos, Josué Azevedo, Vinicius Oliveira Batista dos Santos, Luiz Antonio Mazzini Fontoura

Última alteração: 03-09-2018

Resumo


O biodiesel é uma mistura de ésteres graxos, obtidos geralmente por transesterificação de óleos ou gorduras com um álcool de cadeia curta, empregado como substituinte renovável ao diesel. No Brasil, há o emprego de diversas matérias primas, mas a soja e o sebo bovino somam aproximadamente 86 %. A rota de produção do biodiesel gera o glicerol como coproduto da reação. Na indústria, o metóxido de sódio é, sem dúvida, o catalisador mais utilizado, contudo, por ser transportado em solução 30 % em metanol, tem um alto custo, dificuldades de armazenamento e um alto risco de manuseio. O uso de gliceróxidos de metais alcalinos do grupo I e II como catalisadores na indústria de biodiesel é uma alternativa de agregar valor ao coproduto gerado, além de reduzir o risco e os custos com a importação e utilização do metóxido de sódio. O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso do gliceróxido de sódio como catalisador alcalino na transesterificação metílica de diversas matérias graxas. A transesterificação foi otimizada utilizando planejamento experimental Doehlert (NOVAES et al. 2017) e óleo de soja como matéria prima. As condições ideais de trabalho foram definidas utilizando uma razão molar de álcool/triglicerídeo de 12:1, um percentual em massa de 2 % de catalisador, quando uma temperatura de 50 ºC e um tempo de 60 min são empregados. Assim que as condições ideais, utilizando soja, foram definidas a reação se estendeu às demais matérias primas. Canola, girassol, coco, palmiste, babaçu, palma, sebo e banha foram empregados. Os produtos foram caracterizados por composição (CG-FID) e pureza (CG-FID). Coco, palmiste e babaçu apresentaram composições bem distintas das matérias primas tradicionais, como já era esperado. São majoritariamente constituídos por ácidos graxos de 6 a 14 carbonos, quando as demais são ricas em ácidos graxos de 16 e 18 carbonos. Em todos os casos, os teores de ésteres graxos foram superiores a 98,7 %, atingindo a especificação da ANP, que é de 96,5 %.

Palavras-chave


biodiesel; biocombustíveis; gliceróxidos; transesterificação

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