Portal de Eventos da ULBRA., XIX SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Tamanho da fonte: 
A temática indígena na escola: memórias de estudantes do ensino superior
Guilherme Augusto Martins da Silva

Última alteração: 01-11-2013

Resumo


No foco das preocupações curriculares contemporâneas está a novidade promovida pela Lei nº 11.645/2008, que altera o artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, determinando que: “nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena” (BRASIL, 2008). A presente pesquisa vincula-se a um projeto mais amplo, intitulado “Temática Indígena na Escola: Implicações Pedagógicas Frente à Implementação da Lei 11.645/2008”, no qual são examinadas as formas como se reorganizam as práticas escolares e currículos, em duas redes de ensino da região metropolitana de Porto Alegre, para adequar-se ás exigências da nova lei. Nesta pesquisa, o objetivo é discutir algumas das representações sobre os povos indígenas, constantes nas falas de estudantes do ensino superior de uma instituição da rede privada de ensino. Para a produção dos dados empíricos, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 20 estudantes de cursos de licenciatura e de bacharelato. Os dados obtidos foram organizados em categorias três categorias, e analisados com aportes teóricos do Campo dos Estudos Culturais. A primeira categoria diz respeito a representação dos povos indígenas associada fortemente ao espaço natural, sendo estes identificados como protetores do meio ambiente, vivendo em harmonia com a natureza. A segunda categoria refere-se à estratégia de identificação e caracterização dos indígenas através de estereótipos, ou seja, através da simplificação de suas formas de ser e de viver, resultando daí a noção de os indígenas andarem nus, com seus corpos pintados e adornados com plumagens, portando arco e flecha, fumando um “cachimbo da paz”. Por fim, a terceira categoria associa-se às representações de pobreza, marginalidade e conflitos decorrentes da luta pela terra, que se desenrola na atualidade em diferentes contextos, incluindo o Rio Grande do Sul.


Texto completo: Pôster