Portal de Eventos da ULBRA., XXII SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

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EFEITO ANTIOXIDANTE DA CURCUMINA E AÇÃO BIOQUÍMICA EM MODELO DE ESTRESSE CRÔNICO MODERADO E IMPREVISÍVEL EM CAMUNDONGOS
Aurea Pandolfo Correa, Jéssica Gabriele da Silva Marques, Lucimar Fillot da Silva Brum, Maria Isabel Morgan Martins, Iasmine Oliveira Berbigier, Suéle Behals Vencato, Alessandra Hubner de Souza

Última alteração: 31-03-2017

Resumo


Nos últimos anos, alguns medicamentos à base de plantas provaram ser farmacoterapias eficazes no tratamento da depressão e, mais recentemente, a Curcuma longa Linn (curcumina) tem apresentado efeito antidepressivo em modelos animais. A planta é uma importante especiaria que foi introduzida ao mundo ocidental no século XIV, cujo uso segue até os dias de hoje. A curcumina é um composto polifenólico natural isolado do rizoma do açafrão pela primeira vez por Vogel em 1842, descrita estruturalmente por Milobedeska et al. em 1910 e sintetizada e confirmada por Lampe et al. em 1913. Sua administração na medicina oriental vem de longa data, com fins de tratamento de doenças. Há evidências de um possível envolvimento do estresse oxidativo em doenças neuropsiquiátricas, sendo assim, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito antioxidante da curcumina, além de parâmetros bioquímicos relacionados ao seu uso em modelo de depressão induzida por estresse em camundongos. Para a avaliação antioxidante foi utilizado o método in vitro com o radical livre estável DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazila) e, na análise bioquímica foi eleito o modelo de depressão por estresse crônico moderado e imprevisível (CUMS), com administração de 50 mg/kg de curcumina por via oral e veículo, sendo analisadas as dosagens de creatinina, uréia, ALT e AST.  Para o estudo foram utilizados 46 camundongos Swiss machos pesando 30-40g, divididos nos seguintes grupos: 1) controle placebo (CO, n=10); 2) controle curcumina  (COC, n=10); 3) CUMS placebo (CUMS, n=13) e 4) CUMS curcumina (CUMSC, n=13). Para análise estatística foram utilizados ANOVA de uma via e teste Student-Newmann-Keuls (MEDIA±EPM) sendo considerados significativos os valores p≤0,05. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética ULBRA/Canoas sob protocolo n° 2015-63P. O resultado da avaliação in vitro da atividade antioxidante foi obtido com IC50 38,86±1,77 μg/mL. Os resultados da análise bioquímica estão expressos na mesma ordem de apresentação dos grupos, sendo CO, COC, CUMS e CUMSC: creatinina (0,3±0,03; 0,4±0,04; 0,4±0,03; 0,4±0,05); ureia (48,7±3,7; 49,1±4,4; 40,4±2,3; 48,2±3,7); ALT (48,5±4,7; 46,8±3,6; 39,3±4; 48,2±3,5); AST (59,8±2,2; 62,9±1,2; 66,9±2,6; 64,9±2,1). Concluiu-se que a curcumina demonstrou boa atividade antioxidante no teste de DPPH, não contribuindo com um IC50 danoso ao organismo e mostrando-se capaz de funcionar como um potencial agente supressor do comportamento depressivo. De outro modo, não houve diferenças significativas em nenhum dos parâmetros bioquímicos analisados, não apresentando a planta danos renal e hepático. Mais estudos precisam ser realizados para verificação da atividade antioxidante in vivo.

Palavras-chave


Curcumina; Estresse Oxidativo; Depressão.

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